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Bookshop: a startup do mercado de livros que quer desafiar a Amazon
Novo modelo de negócios da startup americana pode ser a salvação da lavoura de livrarias independentes nos Estados Unidos. Confira
Empreender é um ato heroico. Empreender no mercado de livros é uma epopeia. Afinal, apesar de as pessoas lerem o tempo inteiro hoje em dia, o hábito de leitura contempla outros tipos de textos, que os modelos tradicionais de negócio não contemplam. Outro desafio tem sido a concentração de mercado. No Brasil, Livraria Cultura e Saraiva dominaram as ações e com a sua decadência arrastaram editoras para o buraco. O espaço foi aberto entre as livrarias tradicionais para empresas de outros setores. A varejista Magazine Luiza, por exemplo, comprou a Estante Virtual por R$ 31 milhões nesta quinta-feira.
O efeito Amazon
A Amazon também tem ampliado sua presença no Brasil. E no mercado americano, a empresa que deixou de ser livraria para ser a loja que vende de tudo continua dando as cartas no mercado livreiro daquele país. O resultado tem sido uma pressão insuportável sobre as livrarias independentes, que não conseguem proteger suas margens de lucro diante das exigências do player hegemônico.
A empresa de Jeff Bezos é responsável por mais de 90% dos e-books e audiolivros comercializados nos Estados Unidos e por cerca de 42 a 45% das vendas de livros impressos, segundo levantamento da BookStat, empresa norte-americana de pesquisas sobre o setor de livros.

Foto Kyle Ryan (Unsplash)
Frear uma relação predatória
A Bookshop é uma startup dedicada a dar às livrarias independentes o espaço que perderam diante do furacão Amazon. “Não se trata realmente de perturbar um setor. Trata-se de reforçar uma indústria”, disse Andy Hunter, CEO da startup ao apontar que a proposta da sua startup é se afastar da influência “perturbadora” da Amazon.
A empresa foi criada em Manhattan, nos fundos do escritório de uma editora e tem a ambição de reformar a relação entre os players do setor e frear o que o mercado livreiro considera uma relação predatória da Amazon com os demais.
Modelo de negócio
A proposta inovadora do modelo de negócio da Bookshop não está relacionada a maneira como o cliente compra um livro. Nisso, não há muita diferença do que faz qualquer rede online, venda inteligente, pagamento no ato e entrega em casa no menor tempo possível. A diferença está na distribuição dos lucros para as livrarias.
Dez por cento do lucro total da Bookshop serão divididos entre livrarias independentes a cada seis meses, além do lucro que é das livrarias por direito. Isso pode significar distribuir ao mercado de 60 a 80% da margem de lucro da startup.
A ideia da Bookshop é converter esse percentual do seu lucro em uma estratégia automática de marketing junto às livrarias parceiras. O CEO afirma que a ideia é derrubar a desconfiança que os parceiros têm em relação ao comércio eletrônico, muito por conta dos baixos retornos que a Amazon oferece.
Outro diferencial é o programa de afiliados da nova livraria on-line. Que abrange desde veículos de mídia segmentada até blogueiros. Os parceiros recebem 10% de comissão por links afiliados, contra 4,5% do que oferece a concorrente. O Wired é uma das plataformas afiliadas e o CEO da Bookshop afirma que as conversas com o The New York Times estão avançadas para incluir o tradicional jornal à lista.
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